Sobre One Million Faces
Em algum lugar do mundo, alguém acabou de adicionar seu rosto. Essa pessoa não te conhece. Você não a conhece. E mesmo assim, os dois estão aqui.
One Million Faces começou com uma pergunta que parece simples demais: e se pessoas de todos os cantos do mundo pudessem compartilhar uma única imagem?
Não é uma rede social, nem uma plataforma, nem conteúdo. É só um mural, um mural vivo e crescente de rostos humanos, cada um uma pessoa que decidiu que queria existir em algum lugar além do seu próprio círculo. Que queria dizer, em silêncio mas para sempre: eu estou aqui.
Há algo em nós que precisa disso. O nome entalhado numa árvore. As iniciais gravadas no cimento fresco. A assinatura numa carta que sobrevive a quem a escreveu. Sempre encontramos formas de deixar uma marca, não por vaidade, mas por algo mais profundo: a necessidade de importar, de ser lembrado, de fazer parte de algo que continua.
O seu rosto se junta a rostos de países que talvez você nunca visite, de pessoas que falam línguas que talvez você nunca aprenda. Uma senhora idosa em Osaka. Um adolescente em Lagos. Um pai em Santiago. Uma estudante em Cracóvia. Nenhum deles se conhece. E mesmo assim, todos estão aqui.
Quando você adiciona seu rosto, recebe um número. Você é o Rosto #X. Só seu, entre milhares, milhões, quem sabe. Esse número não vai desaparecer quando a tendência passar ou o algoritmo mudar. Ele fica.
Não sabemos até onde isso vai. Esse é o ponto.
Isso é para todos que um dia quiseram deixar um rastro.